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domingo, 6 de dezembro de 2009

MonólOgO

Sabe quando você acorda às quatro e pouco da madrugada após uma noitada, com a cabeça zonza e com um remorso que você sabe que depois de umas doze horas já tem passado? Pois é. Ontem ouvi em um filme que a bebida é tipo um lubrificante social, e é mesmo. Hoje acordei cedo e feliz, o dia está lindo e eu estou amando todo mundo, estranho, mas muito bom!

De repente me vi com uma vontade danada de refletir sobre a vida, as amizades, as inimizades, as pessoas, os amores, o tempo, o clima, as nuvens... mas seria maldade acordar novamente o casal pra falar dessas coisas né?! E agora? Pense rápido Fernanda...

- Já seeeei! Meus pais, eles que me tiveram, eles me aguentam! kkkkkk



Falsifico um cadastro da operadora a qual sou cliente e que insiste em dizer que meu número não consta no sistema. Envio milhares de mensagens pra ‘papai’, aaah... meu pai, que orgulho! Falo que o amanhecer estava lindo e que eu só lembrei dele. Depois ligo pra mãe, já são mais de 5hs, já fiz café, arrumei a cozinha, minha cama, e ninguém acorda... ela sempre acordou cedo, e já estava acordada... adorou minha insônia, até me chamou de alcoólatra, brincalhona, hahaaa...

- Mãe? É brincadeira né? oO

Vou na varanda.

- Que lindoooo... tá choveeeeendo \o/ E o casal ainda dorme ¬¬
Já sei, o computador. Entro no msn e novidade: todos dormindo! Vaaai, alguémmm, apareça. E txaraaam... minha prima, que sempre acorda cedo. Fico conversando horas, e quanto tempo fazia que eu havia tido tempo pra isso.


Ela vai embora, e agora? Já olhei todos os sites, a mesma coisa de sempre... mortes, assaltos, tragédias, a maldade da natureza, a bondade dos homens que nada fizeram pra merecer isso (seeeeeeeei, vamos fingir que sim, hoje estou boazinha, não vou criticar)... a riqueza, a pobreza, colunas, (política, corrupção), precisa a vírgula?

Meu blog geeeeeeente! Isso Nandinha, garota esperta, vamos escrever! São 07:13 de 2009, um dezembro ao dia seis, coisa pouco convencional e muito interessante, uma aurora dezembramente deslumbrante, e o casal ainda dorme! O que eu escrevo agora?

Bem, não posso falar de amores, hoje pensei em todos, já pensei em tudo. O que passou, aqueles que não deixaram nada de bom a ser lembrado, e que mesmo assim eu lembro em todos os dias que Deus me dá; outros que passaram rápido, pessoas que passam em nossas vidas e a gente se pergunta o motivo. Sem respostas. UM ESPECIAL, o primeiro, o atual, o diferente. [Alguém me pare, eu disse que não podia escrever sobre isso.]

Elba Ramalho canta: “Já vooooooou emboooora, mas sei que vou voltar/ Amor, não chora, se eu volto é pra ficar”... ah se soubesse! Fica quieta Fernanda, não erra agora, não de novo.

(continua a música)

... Amor não chora, que a hora é de deixar
O amor de agora, pra sempre ele ficar
Eu quis ficar aqui, mas não podia
O meu caminho a ti, não conduzia
Um rei mal coroado,
Não queria
O amor em seu reinado
Pois sabia
Não ia ser amado
Amor não chora, eu volto um dia
O rei velho e cansado já morria
Perdido em seu reinado
Sem Maria
Quando eu me despedia
No meu canto lhe dizia

(Segue outra música)

Não se admire se um dia
Um beija-flor invadir
A porta da tua casa
Te der um beijo e partir
Fui eu que mandei o beijo
Que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo
Ai que saudade de ocê
(...)


(Chega de música!) Sentiu? É, isso aí...

O casal ainda dorme, meu Deeeus, o que tinha naquele café?

Vou confessar uma coisa: na verdade, verdade mesmo, não li todos os sites, talvez notícias não me agradem tanto, eu gosto da ficção dos letrados, li a coluna inteira de Paulo Coelho, e sequer três notícias inteiras dessas chatices que os jornalistas contam. Será que eu sou mesmo jornalista? Talvez não. Mas o destino conduzirá... pra que pressa? Os que chegam, terminam, a felicidade está pelo meio do caminho, e ainda tenho tanto pra caminhar...

Desisto! Ninguém acorda.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Não sei...

Cansei das mesmas tolices. Não quero mais parafrasear os desiludidos, não quero sentir.

Quero escrever sobre catástrofes, sobre coisas realmente grandes. Mas, se o que aparentemente pequeno me consome por completo, por que escrever sobre o que está distante de mim, além das minhas próprias tempestades? Não sei mais.

A camada de ozônio, o projeto pré-sal, a crise financeira, o desenvolvimento sustentável, a escassez de água no planeta, coisas bem mais preocupantes que poucos cuidam, mas muitos escrevem. Eu realmente não sei.

Não sei se querer estar perto das pessoas que amamos é mesmo possível. Estão todos tão longe...

Sei que minha cabeça hoje não tá legal e que um bom vinho cairia muito bem. Sei que fugir é melhor que enfrentar, e que tudo não faz nenhum sentido. Na falta do álcool, compenso com a solidão e algumas letras confusas. Pra que falar, se nem eu entendo. ¬¬' Me deixa!

Eu não sei de mais nada, só por hoje eu queria não viver, e amanhã acordar com o sol no meu rosto, com a lembrança de um sonho estranho. Mas eu não sei...