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sábado, 19 de maio de 2012

Às voltas!


 Chega um dia que você aprende a julgar menos certos atos que em outros tempos você não pensava duas vezes antes de condenar.

Existem certos momentos que você aprende o valor de uma pessoa mais velha, o significado de um último beijo em alguém que você daria um pedaço de si para que vivesse só um pouquinho mais.

Com o tempo você aprende a diferença entre alguém que coloca os problemas no bolso e corre para solucionar os teus e uma pessoa que apenas está de bom humor em um determinado dia, e resolve te ajudar.

O tempo, esse menino travesso, pintado por tantos artistas, recitado por tantos poetas, e ainda indecifrável! Ah tempo, se você é mesmo cíclico, falta muito para chegar naquele instante no qual eu pensei que havia felicidade nesses recantos sombrios?

Eu nem sei, nessas noites silenciosas essas vozes gritam tão alto! Queria eu encontrar algum sentido para tantos devaneios, tantas memórias, tantos sonhos modificados... a estrada vai ficando longa, o caminho sem volta, os passos perdidos e a morte próxima.

Sem mais.

domingo, 18 de março de 2012

Sem título.


Qual o valor de um dia para quem ama? “Já passamos um dia inteiro juntos, não é pouco. É muito!” E se não houvesse outro dia? Sem melodramas... mas ela amava como se não houvesse amanhã. E um dia não há... Ela só queria aproveitar tudo que pudesse, um sentimento tão imenso que transbordava pelos olhos.

Talvez o poeta esteja mesmo condenado à infelicidade. Seu fim é sempre amar sozinho, lembrar, sentir, chorar, sorrir, e quase nunca compartilhar, ser correspondido. “Romântico é uma espécie em extinção”, lamentavelmente. 

E o pior é que essa coisa de lutar contra quem se é dá um trabalho enorme! Os tempos são outros, embora os apaixonados continuem os mesmos patéticos de outrora.