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domingo, 7 de março de 2010

O que julgas?


Talvez eu tenha mesmo desacreditado das religiões e suas frases feitas, de todas elas. Mas sinto muita falta de Deus, não posso negar, Ele que está sempre presente, me mostrando o caminho, me libertando dos perigos, que já foram tantos.

Eu me afasto, mas meu coração não esquece, e como disse Pe. Fábio, esse ódio vai matando só quem sente. Que eu supere o apelo das coisas terrestres, que eu tenha a loucura de acreditar, que eu confie na minha prece, que eu aceite o caminho que a princípio eu julgo errado, que eu me entregue sem restrições e sem muitas dúvidas.

Meu Deus não é um templo, meu Deus fala comigo todos os dias, pela criança que sorri pra mim sem motivo aparente, pelo caminho que hoje eu não passo, pelo assalto que eu não vejo, pelo livramento que Ele me dá.

Eu creio, sem precisar provar isso a ninguém. Eu fiz uma escolha, eu não pertenço a uma igreja de pedófilos, não pertenço a uma igreja de aparências, onde os fiéis rezam nas esquinas e julgam quem passa, meu Senhor não me dá esse direito, ninguém tem esse direito, de julgar o que está no coração das pessoas.

(...) Obrigada, Senhor. A ti eu não preciso provar nada. E a paz que eu tenho, e que às vezes me falta, é fruto do amor que eu cultivo, e que fraca, muitas vezes esqueço. Perdão, PAI.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

PARA AMAR UM POUCO MENOS



Antes eu acreditava que conhecia todos os sentimentos, e sabia, de fé e verdade, que amar era um conceito tão falso quanto uma nota de três reais. Não sei se ainda hoje consigo explicar, mas talvez passar doze horas ou mais com uma pessoa, e nos próximos dez minutos após uma despedida, sentir sua falta de uma maneira absurdamente sufocante, agoniante, com um desespero que cresce dentro de você a cada hora... enfim, talvez isso seja...!

Quando alguém lhe faz ver o mundo de outra forma, lhe faz confiar nas pessoas, confiar em Deus e no melhor que você possa ser, o que seria?

O que fazer quando o amor é tão grande que não cabe dentro de si?

O que fazer, por fim, para amar-lhe um pouco menos?!

O que fazer para falar em você sem me referir ao amor, esse sentimento conceituado e pateticamente disseminado entre esquinas, o qual eu não queria, mas que não escolho, e amo, simplesmente!